CRB 4 x 2 Ponte Preta: a virada construída na leitura de Barroca
- 25/05/2026
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O jogo começou com cara de obrigação. Depois da sequência positiva, vencer a Ponte Preta no Rei Pelé parecia quase uma exigência natural. Só que futebol adora desafiar certezas.
O CRB tomou a iniciativa desde os primeiros minutos, mas a Ponte foi cirúrgica. Explorando principalmente Élvis e Diego Tavares, o time paulista encontrou espaços e silenciou o Rei Pelé com David da Hora e Élvis abrindo 2 a 0 no placar.
Foi nesse momento que Eduardo Barroca mostrou convicção. O treinador entende algo essencial do futebol moderno: técnico não controla o jogo, mas precisa interpretar e responder às emergências que ele apresenta.
Ainda no primeiro tempo, retirou Patrick de Lucca e colocou Danielzinho. A mudança alterou o comportamento ofensivo da equipe. Daniel passou a atacar os espaços entre linhas, aproximando o CRB da área e aumentando o volume de finalizações em zonas mais perigosas.
O prêmio veio antes do intervalo. Dadá Belmonte cruzou e Mikael atacou a bola como centroavante de alto nível faz: sem esperar, sem assistir a jogada. Antecipou a defesa e diminuiu de cabeça.
O ambiente já era outro na descida para o vestiário. O torcedor acreditava na reação.
No segundo tempo, Hereda fez belo cruzamento e Mikael apareceu novamente atacando o espaço para empatar. Pouco depois, quase virou em um voleio defendido por Diogo Silva.
Barroca então fez novas leituras importantes. Colocou Geovanne, trouxe Léo Campos e aumentou o peso ofensivo da equipe com Luiz Phellype
O terceiro gol nasce exatamente das mudanças do treinador. A jogada começa com Geovanne, passa pelo cruzamento de Léo Campos e termina na cabeçada de Luiz Phellype. Os três que entraram participaram diretamente da virada.
Ali, o jogo também premiava a gestão de ambiente feita pelo treinador. Durante a preleção, Barroca relembrou ao grupo que, no gol de Mikael contra o Sport, o primeiro a abraçá-lo foi justamente Luiz Phellype, seu concorrente direto pela posição. Destacou o espírito coletivo, a solidariedade e avisou ao atacante que sua oportunidade chegaria.
Chegou.
Nos acréscimos, Mikael ainda comandou mais uma jogada ofensiva. Baggio ajeitou, Danielzinho fez o corta-luz e Luiz Phellype fechou o placar em 4 a 2, explodindo o Rei Pelé.
CRB 4 x 2 Ponte Preta: a virada construída na leitura de Barroca
A virada que teve a assinatura de Barroca.. (Foto: Divulgação/CRB)
Uma vitória construída na reação emocional, na leitura tática e nas respostas dadas por um elenco que parece cada vez mais convencido do trabalho que executa. Ganhar quatro jogos seguidos na Série B nunca foi simples. O CRB não fazia isso havia dez anos.
A sequência fez o CRB saltar cinco posições na tabela, abrindo vantagem para a zona de rebaixamento e encostando no G-6. Mais do que os números, o momento começa a mostrar um time que já consegue competir dentro e fora de casa, algo indispensável para quem pretende sonhar mais alto em uma Série B tão longa e traiçoeiroa.
Por Gazeta web
















